Já faz mais de uma semana que eu me arrisquei nessa receita, mas eu fiquei TÃO PUTA DA MINHA VIDA que eu não escrevi, não tirei foto e, obviamente, não comi a PORCARIA DESSE MOLHO HORROROSO. Porque o "molho a bolonhesa" de uns posts atrás deu super certo, achei que o "ao sugo" seria feito com uma mão nas costas. Pois não foi bem assim... e eu não sei quem errou: se fui eu, ao escolher esse molho ou se foi a Ofélia, ao nascer em 27 de dezembro de 1924.

Não maldizendo a coitada, afinal ela não está mais aqui pra se defender (R.I.P), mas eu segui a receita ipsis lipsis e foi o molho mais horroroso que eu já vi. Não vou tirar a minha parcela de culpa, eu escolhi tomates vermelhos, porém não vermelhos vermelhíssimos quase apodrecendo... mas, se isso é tão importante assim para o sucesso da receita: porque o maldito livro não diz? Ou eu sou a única mortal infeliz que desconhece esse detalhe importante?
Seja lá como for, errei também na dose de pimenta. Deveria acreditar no querido noivo, quando me alertou, dizendo que a pimentinha no óleo que estava usando causava um ardume beirando a tortura. Digo que deveria acreditar porque esse menino come tanta pimenta que vivo repetindo o jargão: "Passarinho que come pedra, sabe o ... que tem".
Enfim, sinto ter demorado tanto tempo para postar essa receita, frustrando as milhares de pessoas que acessam esse blog diariamente em busca de novidades (tentando manter o otimismo). Mas acho que dá pra sentir a raiva incrustada em mim. Por fim, pra poder deglutir o capelete com um molho minimamente decente, fiz o molho mais gostoso que sei fazer: você taca uma lata de Salsaretti pronto com uma lata de creme de leite e você tem o "molho rosé" mais prático, rápido, engordativo e delicioso que eu conheço.
CAPELETE DE CARNE AO SUGO
A receita na verdade deveria ser "Molho ao Sugo", afinal o capelete, na receita, é o comprado. Logo, poderia ser qualquer coisa ao sugo. Se for mesmo usar o capelete, você vai precisar de 750 g de capelete de carne cozido em água e sal.
Já para o molho, doure 4 dentes de alho amassados e 2 cebolas picadas. Tire do fogo e junte 700 g de tomate sem pele picado (lembrem-se: VERMELHO, VERMELHÍSSIMO quase apodrecendo), meia colher de café de noz moscada ralada, 2 tabletes de caldo de carne e 1 colher de café de pimenta calabresa (TAKE IT EASY!). Bata tudo no liquidificador, passe por uma peneira, acrescente orégano, sal e leve ao fogo para apurar.
Já para o molho, doure 4 dentes de alho amassados e 2 cebolas picadas. Tire do fogo e junte 700 g de tomate sem pele picado (lembrem-se: VERMELHO, VERMELHÍSSIMO quase apodrecendo), meia colher de café de noz moscada ralada, 2 tabletes de caldo de carne e 1 colher de café de pimenta calabresa (TAKE IT EASY!). Bata tudo no liquidificador, passe por uma peneira, acrescente orégano, sal e leve ao fogo para apurar.
Continuando meu relato aqui, acontece que, ao passar pela peneira, aquela massa alaranjada ficou retida e caiu uma água sujinha amarelada (será que usei um mesh de peneira errado?). Se eu fosse ferver aquela aguaceira, daria 1 colher de café de molho e olhelá! Nesse ponto eu estressei, devolvi a gororoba toda na panela e decidi que não iria peneirar nada não... foi quando percebi que o troço tava tão apimentado que ia doer pra sair (olha a falta de classe) e a textura estava uma verdadeira DROGA. Olhei toda a sujeira na cozinha, o molho espirrando no chão conforme fervia... bom, já dá pra imaginar: comi misto quente.
É isso minha gente, a vida tá difícil desse lado aqui: faculdade, trabalho e agora organizando um casamento (deve ser uma delicia, para quem não tem o que fazer...), mas vamos tocando o desafio até chegar a hora de comer o peru da Ofélia!
Beijo beijo beijo,
Thacia
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